19 de Fevereiro, 2026

As Nações Unidas atravessam uma das mais graves crises financeiras da sua história e correm o risco de entrar em colapso por falta de recursos, alertou o secretário-geral da organização, António Guterres.

O responsável máximo da ONU afirmou recentemente que a instituição poderá ficar sem dinheiro já no mês de julho, caso os Estados-membros não regularizem as suas contribuições financeiras obrigatórias. A situação, segundo explicou, resulta de atrasos recorrentes e do não pagamento por parte de alguns países.

A crise foi agravada por decisões da anterior administração dos Estados Unidos, liderada por Donald Trump, que reduziu o financiamento a várias agências das Nações Unidas e rejeitou o pagamento de determinadas quotas.

Perante o cenário de escassez, a organização tem sido obrigada a adotar medidas de contenção, incluindo o congelamento de novas contratações, cortes operacionais e redução de programas em curso.

Numa carta oficial enviada aos Estados-membros, Guterres deixou um aviso claro: sem o cumprimento integral e pontual das obrigações financeiras, será inevitável uma revisão profunda das regras orçamentais da organização.

“O sistema atual não é sustentável. Ou os compromissos financeiros são honrados, ou a ONU enfrentará um colapso iminente”, escreveu o secretário-geral.

As contribuições dos Estados-membros são essenciais para o funcionamento da ONU, incluindo o financiamento de missões de paz, ajuda humanitária, programas de desenvolvimento e iniciativas de promoção dos direitos humanos em todo o mundo.

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