8 de Fevereiro, 2026

 

O Banco Africano de Desenvolvimento (BAD) reafirmou a sua disponibilidade para apoiar Angola no desenvolvimento do Corredor do Lobito e em novos projectos de agroprocessamento e industrialização.

A informação foi avançada pelo vice-presidente para o sector Privado, Infra-estruturas e Industrialização do BAD, Salomon Quaynor, no final do encontro mantido com o ministro de Estado para a Coordenação Económica, José de Lima Massano, realizado esta sexta-feira, 6 de Fevereiro, em Luanda.

 

Na ocasião, o responsável, citado no portal do Governo de Angola, anunciou que uma equipa técnica do BAD deverá visitar Angola, até meados de Março, com objectivo de trabalhar com as autoridades na concepção de ideias para as zonas de processamento agroindustrial.

 

O vice-presidente informou ainda que o Banco tem em carteira outros projectos estruturantes, entre os quais iniciativas no Porto de Luanda, que deverão avançar em breve, entre outros investimentos.

 

O BAD pretende igualmente partilhar experiências bem-sucedidas de outros países africanos, de modo a apoiar Angola na conceptualização e implementação de zonas de processamento agroindustrial.

 

De acordo com Salomon Quaynor, o encontro serviu também para alinhar os diferentes parceiros e os Estados-membros que integram o Corredor do Lobito, nomeadamente Angola, Zâmbia e a República Democrática do Congo, sublinhando que a abordagem vai além da linha férrea e abranger programas e investimentos estruturantes ao longo do corredor.

 

Entre os projectos apoiados pelo BAD, o vice-presidente destacou um que foi recentemente aprovado e avaliado em mais de 200 milhões de dólares, destinado ao desenvolvimento da cadeia de valor de cereais ao longo do Corredor do Lobito, com especial enfoque nas culturas do arroz e do trigo, consideradas estratégicas.

 

O BAD também realiza investimentos no sector privado, em que se destaca a parceria com a empresa Mota Engil, que está a apoiar a estruturação de investimentos ligados ao Corredor do Lobito.

 

Salomon Quaynor frisou ainda que o BAD tem investimentos nos países que integram o corredor, que complementam os esforços dos respectivos Estados-membros, reforçando a integração regional e o impacto económico do projecto.

 

Relativamente ao financiamento de projectos, esclareceu que o Banco não enfrenta limitações financeiras específicas. Porém, segundo o vice-presidente, o apoio depende essencialmente da qualidade e maturidade dos projectos apresentados.

 

O responsável acrescentou que o BAD está aberto a trabalhar com diversos actores, incluindo o sector privado e o Fundo Soberano de Angola, avaliando caso a caso a melhor forma de apoiar a materialização dos projectos estratégicos para o desenvolvimento económico do país.

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