10 de Fevereiro, 2026

Formação decorre de 9 a 13 de Fevereiro, em Luanda, com apoio do UNODC e do Governo dos Estados Unidos, visando reforçar técnicas modernas de investigação criminal digital.

O Serviço de Investigação Criminal (SIC), em parceria com o Escritório das Nações Unidas sobre Drogas e Crime (UNODC) e com o apoio do Governo dos Estados Unidos da América, realiza em Luanda, de 9 a 13 de Fevereiro, um workshop dedicado à abordagem ao crime facilitado por meios cibernéticos e aos ciberataques em Angola, segundo uma nota de imprensa enviada ao Estado News.

A nota sustenta que a formação é dirigida a especialistas do SIC e da Procuradoria-Geral da República e tem como objectivo reforçar competências na aplicação de técnicas modernas de investigação criminal digital. Entre os conteúdos programáticos constam métodos para detectar, rastrear e identificar autores e modos de actuação em esquemas de fraude online e outras formas de criminalidade cibernética que afectam cidadãos, empresas e instituições públicas e privadas.

Durante cinco dias de actividades, os participantes terão sessões teóricas e práticas centradas na recolha, preservação, análise e apresentação da prova digital, respeitando os pressupostos da investigação criminal e da instrução processual. A iniciativa pretende fortalecer a capacidade institucional para responder aos desafios impostos pela crescente digitalização da sociedade e pelo aumento de crimes praticados com recurso às tecnologias de informação e comunicação.

Ainda de acordo com o documento, o workshop assume particular relevância no reforço das capacidades técnicas dos quadros do SIC e de outras instituições ligadas à justiça criminal, promovendo o intercâmbio de experiências e a adopção de boas práticas internacionais na prevenção, investigação e combate eficaz ao crime cibernético e aos ciberataques em Angola.

O crescimento do espaço digital tem colocado novos desafios às autoridades, sobretudo devido à rapidez de actuação dos criminosos, à volatilidade da prova digital e à utilização de infra-estruturas tecnológicas que frequentemente ultrapassam fronteiras nacionais. Estas características têm sido exploradas por grupos criminosos organizados para ocultar identidades, fragmentar responsabilidades e dificultar a acção investigativa, exigindo abordagens técnicas especializadas e maior cooperação interinstitucional e internacional.

A actividade conta com especialistas da Polícia Judiciária Portuguesa e do UNODC, que irão partilhar experiências operacionais, metodologias de investigação e boas práticas internacionais, contribuindo para o reforço da cooperação no combate ao crime transnacional e às ameaças cibernéticas.

A sessão inaugural está agendada para esta segunda feira, 9 de Fevereiro e contará com a presença do Director-Geral do SIC, do Encarregado de Negócios da Embaixada dos Estados Unidos da América e de um representante do UNODC, marcando o início oficial das actividades formativas.

A formação é promovida com o apoio financeiro do Governo dos Estados Unidos da América e enquadra-se nos esforços de modernização e adaptação das instituições angolanas à transformação digital, com vista à mitigação dos riscos associados ao uso indevido das tecnologias e ao fortalecimento da segurança cibernética nacional.

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