VITÓRIA MILITAR vs VITÓRIA POLÍTICA
Por: Faustino Henriques, in Facebook
Ponto prévio: Israel e Irão são duas principais fontes de instabilidade no Médio Oriente e que se pudessem se autodestruir mutuamente para haver paz na região, melhor seria.
Dia 28 de Fevereiro, um Estado-membro da ONU, Irão, foi atacado injustificadamente por dois países, Israel e Estados Unidos (uma superpotência que se comporta como vassalo do Estado judaico). Mais de 10 dias depois, tudo indica que as três condições (desmantelamento da infra-estrutura nuclear, limitação do alcance dos mísseis balísticos e cessação das acções regionais) + uma (mudança de regime) não vão ser alcançadas com simples bombardeamentos, mas a capacidade iraniana de causar estragos vai permanecer por dias e semanas.
É verdade que os Estados Unidos e Israel estão e vão infligir sérios danos ao Irão, mas sem “boots on ground” (invasão), uma realidade que o Presidente americano não descarta, mas obviamente não se vai aventurar, os dois agressores não vão conseguir os quatro objectivos.
Se o Irão for capaz de arrastar essa guerra por várias semanas, ainda que de forma precária, com a ajuda actual do Hezbollah e posterior do Houthies do Iémen, a economia israelita vai colapsar e veremos o Estado vassalo a combater sozinho, restando saber com que efeitos internos quando o preço do crude passar os 150 dólares o barril.
Turquia, Paquistão, Egipto e Qatar desenvolvem contactos para levar as partes, pelo menos, a um cessar-fogo ou ao fim da guerra.
Terminar a guerra por terminar sem que sejam clarificados os termos, não vai adiantar para nenhum lado, na medida em que as causas (os quatro objectivos absurdos) não alcançados vão prevalecer como futuros “casus belli”.
A guerra, ao que tudo indica, vai terminar com uma vitória militar israelo-americana, mas uma vitória política iraniana, na medida em que vai fazer prevalecer tudo quanto os agressores foram procurar com essa guerra!


