Angola prevê formar 38 mil profissionais de saúde até 2028, no quadro do Programa Formativo Nacional, que contempla a cobertura de 80% das acções formativas no país, sob coordenação da Unidade de Implementação do Projecto de Formação de Recursos Humanos em Saúde (UIP-PFRHS), com apoio do Banco Mundial.
É neste contexto que o Ministério da Saúde e a Universidade Privada de Angola (UPRA) avançam para uma parceria estratégica orientada ao reforço da formação em áreas consideradas críticas, com destaque para Terapia da Fala e Nutrição.

O entendimento foi discutido nesta quarta-feira, 8 de Abril, em Luanda, durante um encontro entre representantes das duas instituições, que também abordou a necessidade de consolidar a oferta formativa interna, reduzindo a dependência de formação no exterior, actualmente estimada em cerca de 20%.
Segundo o coordenador técnico da UIP-PFRHS, Job Monteiro, a iniciativa segue orientações da ministra da Saúde, Sílvia Lutucuta, que tem defendido a aceleração da qualificação de quadros como forma de melhorar o atendimento nas unidades hospitalares em todo o país.
“Estamos a trabalhar para garantir formação estruturada e sustentável em áreas prioritárias, com recurso a parcerias nacionais, assegurando maior capacidade de resposta do sistema de saúde”, afirmou.
Durante a visita, a delegação da UIP-PFRHS avaliou as condições do Centro de Pós-Graduação da UPRA, incluindo o laboratório prático, considerado adequado para a formação especializada.
Por sua vez, a direcção da UPRA reafirmou a intenção de disponibilizar cursos em Terapia da Fala, Nutrição, Fisioterapia e Ciências Biomédicas, com base em metodologias activas de ensino e avaliação contínua, visando alinhar a formação às necessidades do sector público de saúde.
A iniciativa prevê ainda a criação de turmas específicas para áreas críticas, com arranque apontado para o próximo ano académico, dependendo de autorização conjunta do Ministério da Saúde e do Ministério do Ensino Superior.
Com esta parceria, as autoridades pretendem reduzir lacunas no sistema nacional de saúde, aumentando a disponibilidade de profissionais qualificados e reforçando a qualidade dos serviços prestados à população.


