A Liga da Mulher Angolana (LIMA), organização feminina da UNITA, anunciou a abertura das actividades comemorativas do seu 54.º aniversário, reafirmando o compromisso com a mobilização das mulheres para a transformação social e política do país.
Segundo o documento a que o Estado News teve acesso, o braço feminino da UNITA sustenta que as celebrações decorrem sob o lema “LIMA: Mulheres Unidas na Mobilização para a Alternância do Poder em 2027” e incluem a realização da 2.ª Reunião Ordinária do Comité Nacional da organização, nos dias 19 e 20 de Junho, bem como o acto central comemorativo em Luanda.
Durante a apresentação da agenda comemorativa, a LIMA defendeu que as mulheres devem assumir um papel de destaque no processo de mudança nacional, considerando que a sua capacidade de sensibilização e consciencialização pode contribuir para o fortalecimento da cidadania e da participação democrática.
A organização aproveitou a ocasião para divulgar o documento “Realidade da Mulher Angolana em Números: Um Desafio para a LIMA e Para Angola”, no qual chama atenção para vários desafios que afectam as mulheres no país.
Entre os dados apresentados, destaca-se a taxa de alfabetização das mulheres adultas, estimada em cerca de 62,5%, contra mais de 82% entre os homens. O documento refere ainda que persistem desigualdades significativas no acesso à educação, sobretudo nas zonas rurais e entre famílias de baixos rendimentos.
A LIMA alerta igualmente para o elevado número de crianças fora do sistema de ensino e para os factores que contribuem para o abandono escolar entre as raparigas, como a pobreza, as gravidezes precoces, os casamentos prematuros e as dificuldades económicas.
A organização política dirigida por Cesaltina Kualanda, reiterou o compromisso com a defesa dos direitos das mulheres e com a construção de uma sociedade mais justa, inclusiva e participativa.


