14 de Julho, 2026

A terceira edição do CineSol Omunga arranca no próximo dia 15 de julho, levando sessões gratuitas de cinema ao ar livre a seis províncias do país, numa iniciativa da MCA que pretende aproximar a cultura das comunidades e promover o uso das energias renováveis.

Segundo uma nota de imprensa enviada ao Estado News, o roteiro terá início em Cazombo, na província do Moxico Leste, seguindo depois para Luau (Moxico Leste), Cuango e Cafunfo (Lunda-Norte), Kiwaba Nzoji (Malanje) e Andulo (Bié), encerrando no Camama, em Luanda, a 31 de julho. Em todas as localidades, as exibições serão alimentadas por energia solar e acompanhadas por atividades de animação cultural.

A principal novidade da edição de 2026 é a adoção da identidade “CineSol Omunga”, inspirada na palavra umbundu Omunga, que significa “o caminho que nos encontra”, simbolizando a aproximação entre comunidades, cultura e desenvolvimento sustentável.

Na ocasião, a administradora da MCA Angola, Elisabete Alves, sublinhou que o projeto procura reduzir as desigualdades no acesso à cultura, sobretudo nas zonas com menor oferta de atividades artísticas.

“O CineSol pretende proporcionar acesso ao cinema às populações das zonas com menor oferta cultural, ao mesmo tempo que sensibiliza as comunidades para as vantagens da energia fotovoltaica”, afirmou.

Desde o lançamento da iniciativa, em Setembro de 2023, mais de 30 mil pessoas participaram nas sessões promovidas pelo CineSol, que utiliza uma viatura equipada com painéis solares, baterias e inversores para garantir autonomia energética durante as exibições.

A responsável destacou ainda que a nova identidade do projeto reforça a missão social da iniciativa. “O conceito ‘Omunga’ representa o caminho que nos aproxima das comunidades, promovendo inclusão, cultura e soluções energéticas sustentáveis”, sublinhou Elisabete Alves.

Além do CineSol Omunga, a MCA participa no projeto de eletrificação rural de 60 comunas nas províncias do Bié, Malanje, Lunda-Norte, Lunda-Sul e Moxico Leste, contribuindo para a expansão do acesso à energia elétrica e para o desenvolvimento das comunidades angolanas.

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