17 de Julho, 2026

A divisão interna na Frente Nacional de Libertação de Angola (FNLA) voltou a ficar evidente esta terça-feira, 14 de julho, quando duas estruturas do partido realizaram conferências de imprensa distintas, em horários diferentes, refletindo o clima de tensão que antecede o VI Congresso Ordinário, previsto para Setembro.

Na primeira conferência, a Direção Nacional da Juventude da FNLA (JFNLA), liderada por Carlos Cassoma, acusou o presidente do partido, Nimi a Simbi, de violar os Estatutos, marginalizar a juventude e adotar práticas que, segundo a organização, enfraquecem a democracia interna e aprofundam a crise na formação política.

Horas mais tarde, a direção da FNLA, afeta a Nimi a Simbi, reuniu igualmente a imprensa para apresentar o balanço dos trabalhos preparatórios do VI Congresso Ordinário, agendado para Setembro, encontro que deverá eleger a nova liderança do partido para um mandato de cinco anos.

Durante a conferência, João Roberto Nsoki centrou a sua intervenção no andamento do processo organizativo do conclave, sem responder, na ocasião, às acusações tornadas públicas pela JFNLA.

A realização de duas conferências de imprensa no mesmo dia evidencia as divergências existentes no seio da FNLA, numa altura em que o partido se prepara para um congresso considerado decisivo para o seu futuro político e organizacional.

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