O Presidente da República, João Lourenço, inaugurou este sábado, 5 de Setembro, na província do Cunene, a Barragem do Calucuve, uma infraestrutura construída com um investimento de cerca de 195 milhões de dólares e destinada a reforçar a segurança hídrica e combater os efeitos da seca no Sul de Angola.
Executada pelo consórcio Mota-Engil-OMATAPALO, a barragem tem capacidade para armazenar 141 milhões de metros cúbicos de água, numa área de aproximadamente 2.464 hectares. A infraestrutura deverá assegurar o abastecimento de água a mais de 80 mil famílias e criar condições para a expansão da actividade agrícola e agro-pecuária nas províncias do Cunene, Namibe e Huíla.
Integrada no Programa de Combate aos Efeitos da Seca no Sul de Angola (PCESSA), a Barragem do Calucuve foi concebida para responder à escassez de água através da captação, armazenamento e distribuição do recurso. O projecto prevê ainda o fornecimento de água para cerca de 200 mil cabeças de gado, numa região onde a pecuária constitui uma das principais fontes de subsistência e actividade económica das populações.
Com 31,60 metros de altura e 2.184 metros de comprimento, a infraestrutura é apresentada como uma das obras estratégicas para o desenvolvimento do Sul de Angola. A expectativa é que permita melhorar as condições de vida das populações, reduzir os efeitos da seca e criar uma base permanente para o desenvolvimento da agricultura e da pecuária.
Na cerimónia de inauguração estiveram presentes o Presidente da República Democrática do Congo, Félix Tshisekedi, o ministro da Energia e Águas, João Baptista Borges, a governadora do Cunene, Gerdina Didalelwa, membros do Executivo, autoridades locais e representantes das empresas envolvidas no projecto.
Para o Grupo OMATAPALO, a participação na execução da barragem demonstra a capacidade técnica da empresa para concretizar infraestruturas consideradas estratégicas para o país. O director executivo do grupo, Manuel Manuel Mamboza, considerou a Barragem do Calucuve uma infraestrutura decisiva para melhorar o acesso à água, impulsionar a produção agro-pecuária e gerar novas oportunidades económicas para as populações do Sul de Angola.


