12 de Setembro, 2026

com exposição de pintura “AZULTEJO” em Lisboa
Patente no MAC Movimento Arte Contemporânea a partir de 15 de setembro, a mostra reúne 29 obras inspiradas na cidade que marcou o início do percurso do artista e que permanece no seu imaginário, quase duas décadas após ter deixado Portugal.

Lisboa, 11 de setembro de 2026. AZULTEJO assinala ummomento particularmente significativo no percurso artístico de Miguel Barros: 40 anos de carreira como pintor. Quatro décadas após a sua primeira exposição em Lisboa, o artista regressa à cidade onde tudo começou para celebrar um percurso marcado pela dedicação à pintura e à relação profunda e permanente com uma cidade que, apesar da distância, nunca deixou de habitar a sua memória. Patente no MAC Movimento Arte Contemporânea, de 15 a 29 de setembro, a exposição reúne um conjunto de obras que evocam Lisboa através da luz, da cor e da experiência da distância.
Há quase duas décadas que Miguel Barros vive fora de Portugal. Em Angola inspirou-se nos sons, odores e gentes do País e do Continente Africano, no Canadá, onde reside, ganhou asas em todo o continente Norte Americano e é desse distanciamento geográfico e emocional de mais de 20 anos que nasce o reencontro com Lisboa na sua obra.
Longe da cidade, a memória transforma-se em proximidade, a saudade converte-se em matéria pictórica e o azul emerge como uma ponte entre o lugar onde vive e aquele que permanece dentro de si.

Em AzulTejo, o artista convida o público a percorrer a sua Lisboa através do olhar, da memória e da pintura. Para Miguel Barros, Lisboa não é apenas uma cidade, mas uma memória viva feita de luz, de azul, de azulejos e de saudade.

Nesta exposição, a palavra azulejo encontra o AzulTejo. O azul das fachadas cruza-se com o azul do céu e com o azul profundo do rio, criando uma linguagem visual onde a cor se transforma em memória e a memória em sentimento.
O visitante é convidado a caminhar pelas ruas que se alongam como pinceladas, a subir as escadinhas de Lisboa, a perder-se nas ruelas, a atravessar os arcos e a deixar o olhar chegar aos miradouros, onde o Tejo se abre diante dele. Em cada parede, em cada porta e em cada fragmento de cidade, encontrará vestígios de uma Lisboa que o tempo e a distância não conseguiram apagar.Mas esta não é uma Lisboa simplesmente retratada. É uma Lisboa sentida à distância.
Nas pinturas de Miguel Barros, o azulejo deixa de ser apenas matéria e padrão, torna-se pele da cidade. O azul deixa de ser apenas cor, torna-se emoção. E o Tejo deixa de ser apenas rio, transforma-se numa presença quase viva, que atravessa a memória do artista e estabelece uma ligação entre as suas geografias.

Porque há cidades que se visitam. E há cidades que, mesmo quando se fica quase 20 anos longe delas, nunca nos deixam.
MAC Movimento Arte Contemporânea

Sobre Miguel Barros:
Nascido em Lisboa em 1962, Miguel Barros possui nacionalidadeportuguesa, angolana e canadiana.

Licenciado em Arquitetura e Design pelo IADE Lisboa, dedica-se à pintura desde 1984. Em 2014, mudou-se de Angola para Calgary, no Canadá, onde reside atualmente.
A sua obra integra coleções públicas e privadas em diversos países entre os quais Portugal, Angola, Espanha, França, Reino Unido, Noruega, Alemanha, Itália, Suíça, Brasil, Canadá, Estados Unidos, Índia, Líbano e Moçambique, Austrália, Suécia, África do Sul, Japão, Sri Lanka

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