Não há, até ao momento, fonte verificável que confirme que o Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, tenha ameaçado considerar “inimigos” aqueles que utilizarem a expressão “inteligência artificial” em vez de “superinteligência”, ou que pretenda impor esta última designação nas comunicações oficiais do Governo norte-americano.
Também não foi identificada fonte oficial que confirme a alegada publicação desta quarta-feira na rede social Truth Social, na qual Trump teria escrito que a Casa Branca considera “INIMIGO” quem utilizar o termo “inteligência artificial”. Esta afirmação deve ser tratada como não confirmada.
Não há registo verificável, nas fontes oficiais consultadas, de que Trump tenha defendido a mudança de terminologia em Setembro, durante a Assembleia Geral das Nações Unidas, nem de que tenha argumentado que a expressão “superinteligência” “soava muito melhor”. Também não foi confirmada a assinatura, no final desse mês, de um decreto que oficializasse a utilização desse termo nos serviços governamentais.
Não foi encontrada confirmação independente de que empresas do sector tecnológico, incluindo a Meta, de Mark Zuckerberg, tenham adoptado oficialmente a expressão “superinteligência” em substituição de “inteligência artificial”. Também não foi confirmada a alegada posição de Elon Musk a favor dessa mudança ou a utilização sistemática do termo nas suas publicações na rede social X.
A afirmação de que a disputa em torno da designação da tecnologia tem uma dimensão política é uma interpretação e não está atribuída, no texto original, a analistas identificados. Deve ser apresentada como análise, com indicação das fontes e dos especialistas que a sustentem, ou retirada.
É factual que existem preocupações públicas sobre os riscos e a segurança da inteligência artificial, mas o texto não identifica sondagens ou estudos que permitam quantificar ou caracterizar essas preocupações.
Também existem protestos e oposição local à construção de centros de dados nos Estados Unidos, segundo notícias e declarações de autoridades locais e de grupos comunitários. No entanto, o texto não especifica as localidades, as datas nem as fontes dessas manifestações. Os centros de dados são infra-estruturas utilizadas por sistemas de inteligência artificial, entre outros serviços digitais, e os projectos têm suscitado debates sobre consumo de energia, utilização de água e impactos nas comunidades. Estas preocupações devem ser acompanhadas de referências a estudos, documentos regulatórios ou reportagens verificáveis.


