Julho 19, 2024

Icolo e Bengo – A ministra da Educação, Luísa Grilo, afirmou essa quinta-feira, na vila de Catete, Município do Icolo e Bengo que, a falta de assiduidade dos alunos beneficiários da bolsa de estudo, poderá levar a suspensão do pagamento e consequente perda da mesma.

Em entrevista à ANGOP, à margem da entrega dos meios de pagamento das bolsas de estudo a mais de 20 mil alunos, a governante fez saber que, haverá controlo efectivo da implementação do programa que, espera-se venha a elevar os níveis de aprendizagem, sobretudo das raparigas.

“Se os alunos não tiverem aproveitamento escolar, por falta de assiduidade, poderão perder o direito à bolsa de estudo, mas se for por falta de aproveitamento poderão continuar”, afirmou.

Segundo a ministra, é um processo que deve-se aperfeiçoar a sua fiscalização, tendo apelado a sociedade a ser partícipe na implementação efectiva do programa, aferindo se os alunos estarão de facto a melhorar o seu empenho ou não.

Disse que a principal preocupação do Ministério era o abandono escolar, sobretudo pelas raparigas e verificou-se que, entre o ensino primário e o secundário, o primeiro ciclo tinha um desperdício muito grande, onde mais de metade de alunos que concluíam o ensino primário, não fazia o primeiro ciclo do ensino secundário, pelo facto de não terem tido acesso a escola.

De acordo com a responsável, este problema teve como factor, a insuficiência de salas de aulas, obrigando, ao longo dos cinco anos passados, o governo angolano a construiu muitas escolas do ensino secundário do primeiro ciclo, tendo concluído que as raparigas abandonam a escola por engravidarem-se ou por falta de dinheiro para fazer a matrícula e comprar materiais.

Do estudo feito, disse, a taxa de vulnerabilidade nos municípios seleccionados (Icolo e Bengo, Viana, Ambriz e Dande), tem a ver com o alto nível de pobreza, cujos pais são agricultores e comerciantes informais.

Por este facto, o Executivo e o Banco Mundial assumiram a responsabilidade de apoiar essas famílias vulneráveis com esses incentivos financeiros.

Aos pais e encarregados de educação solicitou integral acompanhamento na realização das despesas que deverão contribuir para elevar os níveis de pontualidade e assiduidade, permanência e sucesso nas aprendizagens dos alunos beneficiados.

“Estamos convictos de que desafios maiores ainda estão por vir, pelo que, torna-se necessária, após a entrega dos meios de pagamento, a monitorização da frequência escolar dos alunos, para combater a evasão escolar e garantir a conclusão do seu ciclo de formação”, disse.

Os beneficiados da bolsa de estudo começaram a receber 25 mil kwanzas que serão pagos trimestralmente.

Ao intervir no acto, a representante do Banco Mundial (BM), Ema Monsalves, anunciou, a disponibilidade de USD 110 milhões, para beneficiar cerca de 900 mil jovens angolanos do primeiro ciclo do ensino secundário, até 2025.

ANGOP

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