Maio 19, 2024

Por: Constantino Pinto de Almeida (Chantas)

Depois da Independência Nacional, a paz é a maior conquista do povo angolano, pois ela reflecte a vontade inequívoca dos angolanos de desenvolverem o País num ambiente de harmonia e reconciliação, mesmo quando os pensamentos e opiniões dos seus principais actores não tiverem a mesma direcção, o que é normal em cenários democráticos.

Para marcar de forma solene as comemomorações do 21º aniversário do dia da paz e da reconciliação nacional, o Presidente João Lourenço, assinou a 1 de Abril, um decreto que atribui condecorações e títulos honoríficos a várias figuras do País que “se destacaram no processo de conquista da Independência Nacional, da paz, democracia e reconciliação nacional”. Na sequência, o Presidente da República presidiu o acto oficial de condecorações às personalidades e instituições distinguidas, depois de ter rendido homenagem ao ex-presidente José Eduardos dos Santos, depositando uma coroa de flores no jazigo onde repousam os seus restos mortais.

A iniciativa do Titular do Poder Executivo é suportada pela alínea q) do artigo 119.º e pelo n.º 4 do artigo 125.º, ambos da Constituição da República de Angola, bem como pelos artigos 3.º e 4.º da Lei n.º 6/04, de 8 de Outubro – Lei que cria o Título Honorífico de Herói Nacional e Várias Condecorações.

Após a  divulgação do conteúdo integral do aludido decreto, vários cidadãos reagiram, uns felicitando e apoiando o Presidente pela iniciativa, outros manifestando indignação por algumas figuras distinguidas, “porque não são merecedoras do reconhecimento atribuído”, tendo maior parte interrogado os critérios usados para a selecção dos condecorados.

Nesta breve abordagem não pretendemos “sentar à mesa de reflexão” com quem tão simplesmente queira avaliar a qualidade das figuras distinguidas, questionando os critérios usados.

Pretendemos sim, emitir a nossa humilde e desapaixonada opinião sobre a postura tomada pelo Presidente João Lourenço durante o acto de condecorações.

Em nossa modesta opinião, o acto oficial de condecorações das mais de 400 figuras e instituições ficou marcado pela positiva, considerando a forma simpática e altruísta como João Lourenço interagia com cada um dos homenageados, despensado procedimentos protocolores. Notava-se descontracção e satisfação da parte do Presidente, o que proporcionou maior dignidade a quem teve a oportunidade de se fazer presente para receber o merecido reconhecimento. A iniciativa do Presidente João Lourenço e a sua postura durante o acto de condecoração podem ser traduzidas como um sinal claro de apelo a maior aproximação e mais diálogo, como terá referenciado em certa ocasião o Papa Francisco: “para dialogar é preciso (…) abrir as portas da nossa casa e oferecer calor humano”. Não há dúvidas de que estes gestos multiplicados resultarão em ganhos para o País, pois diz a sebedoria popular que “todas as flores do futuro estão contidas nas sementes de hoje”.

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