Abril 21, 2024

 Quando Portugal deixou Angola em Setembro de 1975, a situação do emprego e do salário dos trabalhadores não era dos melhores do mundo, mas era um dos melhores em África sem nenhuma comparação com a conjuntura de empregabilidade e salário actuais.

O MPLA e a República Popular de Angola destruiram o poder do trabalhador angolano, mesmo na presença da UNTA Sindicato do Partido governante.

Em 1991, com os Acordos de Bicesse entre o governo de Angola e a UNITA, o MPLA promoveu através da Assembleia do Povo a aprovação da Lei n° 23/91, de 15 de Junho, Lei da Greve que nunca serviu o interesse dos trabalhadores que depois disso continuaram a ser reprimidos, como ainda hoje, pelo poder repressivo do MPLA e seu governo, permitindo que a condição dos trabalhadores angolanos se deteriore de forma assustadora aos dias de hoje.

Por isso, o MPLA não pode vir agora com lágrimas de crocodilo solidarizar-se com o sofrimento dos trabalhadores angolanos e suas famílias, quando nada fez para a actual conjuntura do salário e da cesta básica definida pela UNTA – União Nacional dos Sindicatos Angolanos, onde o seu preço no mercado informal custa nove vezes mais do que o salário mínimo nacional de 32.181kz, segundo cálculos feitos pelo Jornal Expansão.

O MPLA, o seu governo, a corrupção e a incompetência governativa são os responsáveis pela situação económico-financeira de Angola como depravadores e destruidores da condição dos trabalhadores angolanos e de suas famílias, bem como das condições sociais e culturais que se vivem no país.

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