Julho 21, 2024

O Presidente da República, João Lourenço, exortou, segunda-feira, em Luanda, o novo inspector-geral da Administração do Estado (IGAE), Ângelo da Veiga Tavares, a acelerar ainda mais o ritmo de actuação daquela instituição, de modo a manter os níveis alcançados nos últimos anos.

O Chefe de Estado, que se dirigia a Ângelo da Veiga Tavares, depois de o ter empossado nas funções, numa cerimónia realizada no Salão Nobre do Palácio Presidencial, lembrou-lhe que a IGAE já ganhou visibilidade e grande relevo no que à sua actuação diz respeito. “O que nós esperamos do novo inspector-geral é que dê seguimento a esta tendência que já é uma realidade”, destacou.

Nas suas primeiras declarações públicas à imprensa, como novo homem forte da IGAE, o empossado  prometeu trabalhar para uma governação cada vez melhor.

“Nós vamos, primeiro, conhecer a casa e, depois, com as experiências que adquirimos nas anteriores missões, continuar a dar esse input para que se concorra para uma boa governação”, ressaltou.

Ângelo da Veiga Tavares, que já foi ministro do Interior, apelou a uma melhor educação e consciencialização dos funcionários públicos, para permitir às distintas estruturas das administrações Central e Local do Estado desenvolverem, a contento, as suas responsabilidades e corrigir eventuais insuficiências de- correntes do cumprimento das normas e procedimentos previstos em termos de funcionalismo público.

O novo inspector-geral da IGAE disse que vai trabalhar, igualmente, para cumprir e fazer cumprir a Constituição e a lei, sobretudo os princípios fundamentais e os da legalidade, imparcialidade, responsabilidade, transparência e justiça, com vista a uma melhor governação. “Estes são alguns dos nossos propósitos”, ressaltou.

Ângelo  da Veiga Tavares prometeu, durante o seu consulado, continuar a trabalhar para dignificar a carreira dos técnicos da Inspecção-Geral do Estado. Para o sucesso desta nova missão, Ângelo da Veiga Tavares disse contar com “uma adequada” cooperação das infra-estruturas que concorrem para o mesmo fim que o da IGAE, tais como a Procuradoria-Geral da República, o Tribunal Constitucional, os ministérios das Finanças e das Relações Exteriores, os órgãos de Investigação Criminal e a Unidade de Informação Financeira.

“Mas, mais importante em tudo isso, é a nossa perspectiva e convicção de que inspectores somos todos nós”, aclarou Ângelo da Veiga Tavares, para quem todo o cidadão deve sentir-se um inspector-geral do Estado, sobretudo, os funcionários públicos, pois sobre estes pesa o dever de alertar para o incumprimento de certas normas e procedimentos junto dos órgãos da Administração do Estado.

A IGAE é o órgão auxiliar do Presidente da República e Titular do Poder Executivo com a missão de efectivar o controlo interno administrativo da Administração Pública, por via da inspecção, fiscalização, auditoria, supervisão, controlo, sindicância e averiguações da actividade de todos os órgãos, organismos e serviços da Administração Directa e Indirecta do Estado, bem como das administrações autónomas.

Foram, igualmente, empossados, na mesma cerimónia, que contou com a presença da Vice-Presidente da República, Esperança da Costa, de membros do Executivo e do Gabinete do Presidente da República, a vice-governadora do Banco Nacional de Angola (BNA), Maria Juliana de Carvalho Van-Dúnem de Fontes Pereira, e da administradora executiva também do BNA, Marília de Fátima Trindade Viana.

Novo inspector pede a funcionários resistência à tentação

O novo inspector-geral da Administração do Estado (IGAE) pediu, ontem, em Luanda, resistência à tentação, respeito da Lei, lealdade e compromisso aos funcionários da instituição.

Ângelo de Barros da Veiga Tavares, que  falava aos trabalhadores daquele órgão do Estado após a cerimónia de entrega de pastas, referiu que, devido ao baixo ordenado, alguns funcionários da IGAE ainda são tentados em determinadas situações, o que coloca em causa a dignidade dos profissionais.

Por isso, o novo inspector-geral aconselhou os funcionários a absterem-se de possíveis instigações no sentido de não se comprometerem negativamente com a entidade que promove acções preventivas e repressivas em matéria de infracções económicas e contra a rés pública.

O inspector-geral pediu, igualmente, respeito e compromisso aos profissionais da Administração do Estado, semelhante, segundo ele, ao que tiveram com a anterior direcção.

Por seu turno, o inspector-geral da Administração do Estado cessante agradeceu o apoio recebido durante o seu mandato, sublinhando que a IGAE levou a cabo, ao longo do tempo, uma série de acções inspectivas e auditorias aos órgãos públicos que, conforme o dirigente, foram significativos.

No seu discurso de despedida, Sebastião Gunza salientou, por último, que durante a sua gestão foi possível criar um call center, que permitiu aos cidadãos denunciarem casos, por exemplo, de corrupção, que possibilitaram uma inspecção apertada e derradeira aos infractores.

JA

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