Abril 21, 2024

A prontidão total e incondicional na defesa da Pátria, preservação da paz, da reconciliação nacional e integridade territorial são elementos que devem constar da agenda diária do militar, defendeu, segunda-feira, em Luanda, o comandante do Exército, general João Kiteculo.

Ao intervir, em parada militar, na abertura das jornadas comemorativas do 32º aniversário da criação daquele ramo das Forças Armadas Angolanas, que se assinala a 17 deste mês, o general João Kiteculo disse que os efectivos do Exército devem entregar-se de forma integral e incondicional, quando se trata da defesa da Pátria.

De acordo com o oficial general do Exército, a entrega total e incondicional do efectivo militar contribui para o contínuo reforço das grandes tarefas do país, sobretudo na defesa do espaço terrestre, com vista ao normal funcionamento das instituições democráticas.

Além da prontidão combativa militar, frisou o comandante do Exército, o efectivo das FAA deve continuar a cumprir com as obrigações estabelecidas na Constituição da República e na Lei, visando o progresso social, político, económico e cultural almejado desde a Independência Nacional.

João Kiteculo referiu que o Exército, enquanto um dos ramos das FAA, criado a 17 de Dezembro de 1991, tem vindo a consolidar e a incutir nas suas estruturas internas o respeito e o cumprimento da Constituição da República e das leis.

O respeito à Constituição e às leis, prosseguiu o comandante, tem também permitido a inclusão, no seio das Forças Armadas Angolanas de cidadãos nacionais de todas as origens etnolinguísticas, culturais e sociais, constituindo, deste modo, um exemplo e símbolo de unidade nacional.

João Kiteculo referiu que as comemorações das três décadas de existência do Exército acontecem numa altura em que as FAA desenvolvem um amplo processo de reestruturação, modernização  e  redimensionamento, onde a componente da defesa militar  terrestre ocupa um papel preponderante.

Ainda no âmbito da reestruturação das FAA, ressaltou o comandante Kiteculo, está a decorrer o processo de passagem à reforma e reserva militar, ao abrigo da Lei nº 13/18 de 29 de Outubro, Lei que rege as Carreiras  Militares na instituição castrense.

As reformas levadas a cabo nas FAA, continuou o comandante do Exército, visam, sobretudo, a manutenção da Independência e da soberania nacional, da integridade territorial e da paz, bens duramente conquistados pelo povo angolano.

A organização, preparação e a adequação dos efectivos, frisou João Kiteculo, devem estar à altura dos desafios, começando pelo reequipamento das unidades com técnica e armamento moderno, capaz de aperfeiçoar as missões correspondentes com o papel do Exército num país em paz, cujos sinais de desenvolvimento são cada vez mais evidentes.

Relativamente às jornadas comemorativas ao Dia do Exército, o comandante do ramo  referiu que a data vai remeter a todos a reflexão profunda em relação às várias etapas de desenvolvimento que as FAA observam.

Até ao dia 17, as distintas unidades militares foram orientadas a realizar palestras, debates, com vista a elevar a prontidão combativa, bem como analisar o passado, o presente e perspectivar o futuro do Exército.

Constam ainda da agenda visitas às instituições públicas e privadas, bem como realização de actividades político-militar, cultural, desportiva e recreativa sempre tendo em vista a segurança estratégica do país.

Participaram na cerimónia de abertura das jornadas comemorativas, oficiais generais, capitães, sargentos, praças e trabalhadores civis. As jornadas decorrem sob o lema “Exército 32 Anos na Defesa do Espaço Terrestre Angolano”.

JA

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