Fevereiro 25, 2024

O ministro de Estado da Coordenação Económica afirmou, quinta-feira, em Luanda, que o novo momento registado nas relações entre Angola e os Estados Unidos da América vai gerar várias oportunidades à comunidade empresarial angolana no mercado norte-americano.

José de Lima Massano avançou a garantia à imprensa no final de uma reunião que o Presidente da República manteve com os membros do Executivo, entre  ministros de Estado e de sectores Produtivos, antes da reunião do Conselho de Governação Local, para abordar os caminhos seguintes da relação com os Estados Unidos da América, no quadro do encontro com o homólogo Joe Biden, na Sala Oval da Casa Branca.

José de Lima Massano disse que este momento vai permitir aos empresários angolanos exportarem mais produtos feitos em Angola àquele mercado, para lá dos tradicionais petróleo e gás, no âmbito da Lei de Crescimento e Oportunidade para a África, mais conhecido por AGOA.

Este momento, segundo o ministro de Estado da Coordenação Económica, vai abrir, igualmente, portas para que mais projectos venham a ser financiados em Angola por instituições norte-americanas, como já acontece com o Corredor do Lobito.

“Estamos perante um quadro de maior facilidade e abertura que deve ser bem aproveitado”, apelou.

Durante a reunião, foi passada em revista a cooperação entre os dois países nos domínios militar, defesa e segurança, infra-estruturas, telecomunicações, transportes, saúde, agricultura e comércio.

Um grupo de empresários norte-americanos ligados à agricultura vai visitar Angola, em Fevereiro do próximo ano, para explorar oportunidades de investimento nesta área, tal como avançou, em Washington, à margem do encontro entre os Presidentes João Lourenço e Joe Biden, o embaixador de Angola nos Estados Unidos da América, Agostinho Van-Dúnem.

O diplomata salientou que os EUA passaram a dar uma importância diferente à relação comercial com Angola, tendo, a título de exemplo, informado que o Governo norte-americano nomeou, pela primeira vez, uma adida comercial para Angola.

“Isto significa que os Estados Unidos da América passaram a dar uma importância diferente às questões relacionadas com o comércio com Angola”, destacou Agostinho Van-Dúnem, para quem a administração americana olha para as reformas em curso no país, com realce à melhoria do ambiente de negócio, com muita satisfação.

“AGOA é uma oportunidade que se apresenta para os empresários angolanos acelerarem as produções para exportação”, frisou, naquela ocasião. Angola já exportou, em Setembro deste ano, no quadro deste programa, 23 toneladas de produtos alimentares, por via da empresa Foodcare.

A AGOA, promulgada em 2000, tem estado no centro da política económica e do envolvimento comercial dos Estados Unidos da América com o continente africano.

O programa proporciona aos países elegíveis da África Subsaariana, entre os quais Angola, acesso isento de impostos ao mercado dos EUA para mais de 1.800 produtos, além dos mais de cinco mil produtos que são elegíveis para acesso isento de impostos ao abrigo do programa do Sistema Generalizado de Preferências.

Para cumprir os rigorosos requisitos de elegibilidade da AGOA, os países devem estabelecer ou fazer progressos contínuos no sentido do estabelecimento de uma economia baseada no mercado, do estado de direito, do pluralismo político e do direito ao devido processo.

A AGOA já ajudou a reforçar o crescimento económico, assim como promover reformas económicas e políticas e melhorou as relações económicas dos EUA na região.

O programa já ajudou a expandir e diversificar as exportações africanas para os Estados Unidos, ao mesmo tempo que promoveu um ambiente de negócios melhorado em muitos países africanos através da aplicação de requisitos de elegibilidade.

Em 2015, o Congresso norte-americano aprovou legislação que moderniza e estende o programa até 2025.

JA

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