Junho 14, 2024

O ministro das Relações Exteriores, Téte António, destacou, domingo, em Oran, República Argelina Democrática e Popular, a importância da implementação da cadeia de comando no Mecanismo A3 para a reforma do Conselho de Segurança das Nações Unidas, no que à África diz respeito.

O chefe da diplomacia angolana, que discursava no primeiro painel com o tema o “Papel do Conselho de Paz e Segurança da União Africana e do A3 na Promoção da Voz de África em questões de paz e segurança na Agenda do Conselho de Segurança da ONU”, elucidou os presentes sobre a necessidade de se continuar a promover, cada vez mais, a união e a solidariedade entre os países do continente na concertação de posições que defendam os melhores interesses de África nas Nações Unidas e em outros fóruns internacionais.

Para o ministro Téte António, o Mecanismo A3 permite que, hoje, África seja o único continente que possui uma plataforma de cooperação e colaboração nos esforços do continente para promover, articular e defender posições comuns sobre questões de paz e segurança, bem como outras medidas do interesse dos países africanos na ONU.

A terminologia A3 refere-se aos Países Africanos Membros Não-Permanentes do Conselho de Segurança das Nações Unidas. A articulação nesse formato foi criada numa parceria entre o Conselho de Paz da União Africana, em colaboração com o Departamento dos Assuntos Políticos, Paz e Segurança da UA, para garantir uma melhor concertação de posições para defender os interesses dos africanos no CS da ONU.

Durante a alocução do ministro, os presentes acolheram com satisfação as contribuições apresentadas pelo chefe da diplomacia angolana e reconheceram o facto de Téte António, na altura representante da UA na ONU, ter sido um dos pioneiros da criação do Mecanismo A3, por via do Processo de Oran, adoptado pelo Conselho de Paz e Segurança da UA, na 397ª reunião realizada a nível de Chefes de Estado e de Governo, em Nova Iorque, à margem da Assembleia-Geral das Nações Unidas, a 23 de Setembro de 2013.

A ocasião serviu para o governante voltar a defender a necessidade de uma África cada vez mais unida nos esforços para conseguir o tão almejado lugar como membro permanente do Conselho de Segurança das Nações Unidas.

Por último, o ministro angolano realçou a importância do envolvimento contínuo das Comunidades Económicas Regionais (CER) e dos Mecanismos Regionais (MR) indispensáveis nas questões e desafios relacionados com a implementação da Arquitectura de Paz e Segurança Africana (APSA) no fortalecimento das instituições, coordenação, informação e análise dos países africanos.

Angola está a participar, desde ontem, na cidade argelina de Oran, no 10º Seminário Anual de Alto Nível sobre a Promoção da Paz e Segurança em África, denominado Processo de Oran, cujo encerramento acontece hoje.

O Seminário de Alto Nível sobre a Promoção da Paz e Segurança em África é de âmbito ministerial e conta com a participação dos membros do Conselho de Paz e Segurança, funcionários da União Africana e das Nações Unidas, parceiros, amigos e convidados.

Este ano, assinala-se o décimo aniversário deste importante evento, que tem sido uma plataforma de cooperação e colaboração nos esforços do continente africano em promover, articular e defender as posições comuns sobre questões de paz e segurança em África, no processo da tomada de decisão do Conselho de Segurança da ONU, bem como reforçar a colaboração entre o Conselho de Paz e Segurança da União Africana.

Angola faz-se representar com uma delegação chefiada por Téte António, ministro das Relações Exteriores, integrada, dentre outros, pelos embaixadores Jorge Cardoso, director para África, Médio Oriente e Organizações Regionais do MIREX; Toko Diakenga Serão, embaixador de Angola na Argélia e António Luvualu de Carvalho.

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