Maio 24, 2024

A polícia em Luanda disse hoje que a situação da criminalidade na capital angolana “é estável”, apesar de casos isolados causarem algum sentimento de insegurança, numa resposta à comoção da sociedade ao assassínio de um professor universitário.

“A situação da criminalidade em Luanda é estável, com algumas incidências. Luanda é uma cidade cosmopolita, dinâmica (…). Tivemos um balanço positivo da segurança pública na passagem de ano, mas ainda assim temos que assinalar esses casos isolados que acabam de alguma forma beliscar e causar uma espécie de sentimento de insegurança”, disse hoje o porta-voz do Comando da Polícia em Luanda, o superintendente Nestor Goubel.

Em declarações à Lusa, na sequência do homicídio na via pública do conhecido sociólogo, comentador e professor universitário angolano, Laurindo Vieira, na quinta-feira, no Talatona, Nestor disse que decorrem diligências para se encontrar os autores do crime.

A sociedade angolana manifestou comoção pela morte daquele que era também reitor da Universidade Gregório Semedo, baleado ao lado da viatura, quando saía de uma dependência bancária, na zona do Patriota, município do Talatona, sul de Luanda.

Imagens que circulam nas redes sociais retratam os suspiros do malogrado, após ser alvejado alegadamente por indivíduos numa motorizada.

O porta-voz do Comando Provincial de Luanda da Polícia Nacional negou falta de patrulhamento policial no Talatona e garantiu que na mesma zona em que o docente foi baleado havia policiamento, considerando, no entanto, que a ação dos marginais foi muito rápida.

“Lá mais abaixo havia um policiamento que fazia o vai e vem, não é que a zona estava desguarnecida, a abordagem foi rápida, eles fizeram os disparos nas pernas do malogrado lá no local, mas não que a zona estivesse sem patrulhamento”, justificou.

Estão a decorrer diligências: “Para se saber os autores deste crime, para esclarecermos os familiares e a sociedade”, disse.

“Os criminosos serão responsabilizados”, garantiu.

Nestor Goubel assegurou ainda que os órgãos do Ministério do Interior continuam a trabalhar “arduamente” para a ordem e tranquilidade públicas.

“Mas, temos de olhar para esses sinais, tendo em conta não só a mediatização desses casos, mas também ali nas zonas onde há eminentes cometimento de crimes, sobretudo os violentos”, rematou.

Laurindo Vieira, 60 anos, era igualmente reitor da Universidade Gregório Semedo, cuja direção manifestou profundo sentimento de pesar e considerou que este se destacou como um “exímio e distinto académico angolano, cujo legado se estende além das fronteiras da ciência e da academia”.

AO24

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