Julho 19, 2024

A República de Angola representou-se, terça-feira, na cerimónia de investidura do novo Presidente do Senegal, Bassirou Diomaye Faye, em Dakar, pelo embaixador extraordinário e plenipotenciário Adão Pinto.

O acto solene contou com a presença, ao nível de Estado, de representantes de Missões Diplomáticas acreditadas naquele país e de Presidentes da Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental (CEDEAO).

Para além de Adão Pinto, estiveram, igualmente,no acto representantes da União Africana, assim como de Marrocos e da Mauritânia, países que solicitaram (e aguardam) adesão à CEDEAO.

Os Estados-membros da CEDEAO são o Benin, Burkina Faso, Cabo Verde, Côte d’Ivoire, Gâmbia, Ghana, Guiné, Guiné-Bissau, Libéria, Mali, Níger, Nigéria, Senegal, Serra Leoa e Togo. Pan-africanista de esquerda, Bassirou Diomaye Faye elegeu como primeiro tema no discurso de tomada de posse a segurança regional, apelando a uma “maior solidariedade” entre os países africanos, “face aos desafios” neste domínio.

Felicitações do  Presidente João Lourenço

No último sábado, o Chefe de Estado angolano, João Lourenço, felicitou o Presidente eleito do Senegal, Bassirou Diomaye Diakhar Faye. “Tenho o imenso prazer de endereçar-vos as minhas vivas e calorosas felicitações pela vitória aquando das eleições presidenciais que tiveram lugar domingo último”, lê-se numa mensagem publicada na página do Facebook da Presidência da República.

João Lourenço considera que a vitória de Bassirou Diomaye Diakhar Faye vem confirmar a justeza dos ideais de justiça social, de patriotismo, defendidos no projecto político  sufragado nas urnas pelos eleitores senegaleses.

“Estou convencido de que juntos imprimiremos uma nova dinâmica nas relações no sentido da afirmação da nossa soberania e da defesa dos interesses dos nossos povos respectivos”, reforçou. João Lourenço desejou sucessos ao Presidente eleito do Senegal, manifestando a “mais alta e fraterna consideração”.

De 44 anos, Bassirou Diomaye Faye passa a ser o mais jovem Presidente do Senegal e representa a primeira vez na história do país que um candidato na oposição é eleito logo à primeira volta das eleições presidenciais.

Libertado da prisão 10 dias antes do escrutínio, juntamente com o seu mentor Ousmane Sonko, Diomaye Faye apresentou-se durante a campanha como “o candidato da ruptura”, mas defendeu a “reconciliação nacional”. Sete milhões de senegaleses foram chamados às urnas, a 24 de Março, para escolher o novo Presidente, numa eleição em que os maiores protagonistas não foram a votos.

Entre os 16 homens e uma mulher inscritos no boletim de voto, os dois favoritos (Bassirou Diomaye Faye e Amadou Ba) foram escolhas pessoais de duas individualidades políticas excluídas do escrutínio, designadamente  o Presidente cessante, Macky Sall, e o líder da oposição, Ousmane Sonko.

Amadou Ba concorreu pela coligação no poder, Benno Bokk Yakaar (BBY, Unidos pela Esperança, em wolof), integrada pelo partido do Presidente Macky Sall, que prontamente reconheceu a vitória do adversário.

Na primeira aparição pública, desde o anúncio da vitória, Faye prometeu que o país continuaria a ser “o aliado seguro e fiável” de qualquer parceiro estrangeiro “que se empenhe numa cooperação virtuosa, respeitosa e mutuamente produtiva”.

O Senegal é um país da África Ocidental com cerca de 18 milhões de habitantes.

JA

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