Junho 14, 2024

O navio cruzeiro “Seven Seas Mariner”, proveniente de Walvis Bay, na Namíbia, atracou, às 7 horas de ontem, no Porto de Luanda, com 899 passageiros.

Destes, 438 são turistas de diversas nacionalidades, 461 tripulantes. De acordo com Instituto de Fomento Turístico de Angola (Infotour), os visitantes vão passear por alguns pontos turísticos da cidade de Luanda.

Em declarações ao Jornal de Angola, o director-adjunto do Infotour, Agostinho Xavier, explicou que a atracagem da embarcação representa um marco importante para Angola.

Em 2023, adiantou, um total 4.798 turistas chegou a Luanda, por meio de cinco navios cruzeiros. Este ano, referiu, a perspectiva é que esse número seja superado.

Até ao mês de Junho deste ano, avançou, mais dois navios chegam à Luanda. “Este ano, a previsão de entrada de navios cruzeiros, é alta. Com base nas informações que temos, no dia 12 deste mês, vai chegar mais um navio e, em Junho, um terceiro”, disse.

A entrada no país das embarcações, explicou, é um processo complexo. “Muitas vezes, a comunicação de chegada vem a posterior, já que alguns navios alteram a rota de repente”, esclareceu, adiantando que Angola tem sido um dos países escolhidos quando o destino final é a África do Sul.

Devido a essas mudanças e como preparação para acolher os turistas, o Infotour, realçou, criou três rroteiros especiais, que inclui visita à Nova Marginal, ao Miradouro da Lua e parte histórica da zona urbana da capital do país. “É um roteiro operacionalizado pelos operadores privados”, disse.

O director-ajunto sublinhou que o Oceano Atlântico tem sido uma rota bastante movimentada e a Angola tem beneficiado muito desses navios cruzeiros.

Ontem, depois da paragem em Luanda, o navio partiu, às 17h00, para Cabo Verde. De acordo com as informações disponibilizadas a ideia era passar por mais alguns países africanos antes de chegar à Lisboa, Portugal, o destino final da viagem.

Expectativas

Os turistas a bordo mostraram-se expectantes para conhecer alguns pontos turísticos da capital do país.

George Nixon, de nacionalidade norte americana, disse ao Jornal de Angola que estava animado por estar em Angola. “É uma oportunidade de conhecer novas realidades”.

Por sua vez, a inglesa Lisa Margareth disse que era grande a expectativa de conhecer Angola. “É um país bonito, estou ansiosa para visitar alguns locais turísticos, assim como passar um tempo aqui”, afirmou

Lugares históricos

Trinta turistas norte-americanos visitam, hoje, alguns pontos históricos da província de Luanda, como a árvore Mulemba Waxa Ngola, no distrito urbano do 11 de Novembro, Cazenga, e o Catambor, no distrito urbano da Maianga.

Numa iniciativa da empresa “Musseke Smart”, a visita turística tem como objectivo, levar os turistas a conhecer os sítios históricos e o património cultural existente nestes locais e promover a interação com a comunidade. De acordo com o fundador da empresa, Mvemba Cidade, durante a visita, vai ser feita a apresentação de imagens de arte urbana feitas em grafite.

O programa inclui, igualmente, uma visita à associação sem fins lucrativos denominada Nfula-Amuana, onde os turistas vão ter contacto com vários instrumentos musicais.

A empresa, continuou, trabalha essencialmente para garantir que os turistas conheçam as zonas peri-urbanas e estejam envolvidos com o contexto histórico.

Fundada, há dois anos, a Musseke Smart tem ainda o projecto de inauguração da primeira loja de venda de lembranças para turistas. “A comunidade também ganha, porque tudo o que for produzido estará à disposição dos turistas”, disse.

Desde a fundação da empresa, referiu, já foram realizadas mais de 50 visitas guiadas de turistas intinternacional, sobretudo portugeses, franceses, italianos e norte-americanos.

Mvemba Cidade explicou que a empresa tem apoiado a associação Nfula-Amuana, vocacionada para a formação dos jovens em diferentes tipos de arte. “Graças as visitas temos conseguido arrecadar algumas doações para a associação e conseguimos manter a formação de vários jovens”, disse.

Miguel Brás e Weza Pascoal

JA

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