Julho 21, 2024

A ministra da Saúde reconheceu, sábado, que o país tem necessidade de mais de 300 mil dadores voluntários de sangue, no sentido de ajudar a salvar vidas nos hospitais do país.

Sílvia Lutucuta fez a afirmação no Instituto Nacional de Sangue, durante o encerramento de uma campanha de doação, uma iniciativa da Aliança Evangélica de Angola.

O número que corresponde a cerca de 10 por cento da população do país, seria, segundo a ministra, o ideal para as necessidades de sangue nos hospitais, sendo que, actualmente, somente um por cento da população tem doado sangue.

O país, disse, precisa de ver aumentado o número de dadores de sangue para manter o stock necessário para salvar vidas.

Com efeito, Sílvia Lutucuta manifestou a sua satisfação pelo facto de a Aliança Evangélica de Angola, organização composta por 16 igrejas, ter, em três dias, doado mais de mil bolsas de sangue em sete hospitais, além do Instituto Nacional de Sangue.

A ministra fez saber que o uso do sangue nas unidades hospitalares, sobretudo nas maternidades, bancos de urgência e blocos operatórios, é permanente, daí a importância de se ter sempre reservas do precioso líquido.

 Sílvia Lutucuta valorizou a campanha de doação de sangue, afirmando ser a primeira na qual participam mais de mil fiéis que, num “acto patriótico e de amor ao próximo”, contribuem para salvar vidas dos doentes.

A governante apelou à população para, de forma voluntária, doar sangue, desde que tenha acima de 18 anos e reúna outros requisitos, como peso superior a 35 quilos e não esteja doente ou grávida. Caso a pessoa esteja saudável, pode doar sangue trimestralmente, disse.

Mais fiéis vão ser sensibilizados

O secretário-geral da Aliança Evangélica de Angola, reverendo Alexandre Saul, considerou positivo o balanço da campanha de doação de sangue.

Ao destacar o facto de mais de mil fiéis terem aderido à campanha, o reverendo prometeu mobilizar mais crentes para as próximas acções a serem desenvolvidas em mais províncias do país.

João Manuel e Flávio Santos doaram sangue e prometeram voltar a fazê-lo daqui há quatro meses, como mandam as regras.

A directora-geral do Instituto Nacional de Sangue (INS), Deodete Machado, disse que a instituição precisa, de forma permanente, de ter stock de sangue para enviar às unidades sanitárias. Apelou para as pessoas, de forma voluntária, dirigirem-se ao INS para doar sangue. O apelo foi extensivo aos portadores de sangue do grupo negativo, por ser raro.

Deixe um comentário

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *