Julho 21, 2024

Os secretários-gerais das Comissões Africanas para a Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (UNESCO), participantes na 2.ª Edição da Reunião Regional Continental, em Luanda, de 18 a 20 deste mês, recomendaram os Estados-membros a promoverem a cooperação internacional, com vista à materialização dos programas preconizados.De acordo com o secretário-geral da Comissão Nacional para a UNESCO da Guiné-Bissau, Santiago Bivini Mangue, ao ler as recomendações, decisões e apelos da 2.ª Edição da Reunião Regional, referiu que a cooperação regional e internacional entre as comissões ainda é insuficiente.Na visão dos participantes ao evento, subordinado ao lema “Educação e Cultura como Vectores de Desenvolvimento de África”, os Estados-membros devem promover de forma sólida a cooperação internacional.Santiago Bivini Mangue, em nome da equipa, apelou à clareza dos mecanismos de assistência financeira e técnica para ajudar as comissões nacionais na implementação das diferentes acções do Plano Operacional Regional (ROP) de 2022 a 2029.Foi também decidido que as acções a serem empreendidas no âmbito do ROP sejam monitorizadas por pontos focais designados nas Comissões Nacionais Africanas e nos Escritórios Regionais da UNESCO, através da apresentação de relatórios com indicadores de implementação dos programas.Relativamente à realização da 3.ª Edição, em 2026, o Secretariado propôs a Guiné Equatorial como anfitriã, apelando ao estabelecimento de um quadro orçamental para facilitar a convocação harmoniosa das Reuniões Regionais das Comissões Nacionais Africanas.No final das recomendações, decisões e apelos, os secretários-gerais das Comissões expressaram a gratidão ao Governo angolano, por ter aceitado albergar o evento, pelo acolhimento fraterno e hospitalidade oferecidos.Secretário permanente da Comissão de AngolaO secretário permanente da Comissão Nacional de Angola, Alexandre de Sousa Costa, referiu que as Comissões Africanas avaliaram o Plano Operacional Regional, enquadrado no Programa Prioridade África.Durante os trabalhos da 2.ª Reunião Regional das Comissões Nacionais, Alexandre de Sousa Costa disse, ao Jornal de Angola, que o Plano Operacional é composto por cinco eixos, nomeadamente Educação, Cultura, Tecnologias de Informação e Comunicação (TIC), Reservas da Biosfera, bem como a identificação e elevação de Geossítios a Geoparques.As Comissões Nacionais Africanas, esclareceu o responsável, são os órgãos que operacionalizam as recomendações da UNESCO com a responsabilidade de olhar para os principais desafios que norteiam a realidade dos países africanos.”A base que sustenta o Programa Prioridade África da UNESCO é a Estratégia da União Africana de 2063: a África que todos queremos”, afirmou, realçando que a estratégia foi validada por todos os Estados-membros, com o objectivo de desenvolver acções alinhadas à visão dos países da região.Relativamente às redes de escolas associadas da UNESCO, Alexandre de Sousa Costa informou que o país conta com 162 estabelecimentos de ensino associados, dos quais cerca de 50 em Luanda (do Ensino Primário ao Superior).Alexandre de Sousa Costa relatou, ainda, que foram passadas em revista todas as questões relacionadas com o sector da Educação e como as Comissões Nacionais para a UNESCO, no continente berço, poderiam contribuir para que a educação prossiga os Objectivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS).

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