A UNITA defendeu, este sábado, 4 de Abril de 2026, a criação de um Pacto de Estabilidade Democrática como instrumento para reforçar a confiança entre os actores políticos e garantir processos eleitorais livres, justos e transparentes em Angola.
Na mensagem alusiva ao Dia da Paz, o partido sublinha que o aprofundamento da estabilidade nacional passa pela inclusão de todos os cidadãos, com igualdade de direitos e oportunidades, rejeitando práticas como a discriminação, a exclusão social e a perseguição de activistas cívicos.


A organização política defende ainda a imparcialidade das instituições públicas no tratamento dos diferentes partidos, em conformidade com a Constituição.
A UNITA alerta igualmente para desafios à consolidação da paz, apontando a intolerância política, o hegemonismo e alegadas irregularidades eleitorais como factores que podem comprometer a reconciliação nacional.
No documento, o partido presta homenagem aos que contribuíram para a independência e para a paz em Angola, defendendo o reconhecimento equitativo de figuras históricas como Agostinho Neto, Holden Roberto e Jonas Savimbi, bem como de outros cidadãos envolvidos na luta de libertação.
A formação política recorda ainda o percurso histórico que conduziu ao fim do conflito armado, com destaque para os Acordos de Bicesse em 1991, o Protocolo de Lusaca em1994 e o Memorando do Luena em 2002, assinado entre o Governo e a UNITA.
O partido fundado por Jonas Savimbi conclui apelando ao reforço da reconciliação nacional e à participação dos cidadãos na construção de um consenso político duradouro no país.


