15 de Maio, 2026

A 8ª Assembleia Electiva do Conselho Nacional da Juventude (CNJ), convocada para esta sexta-feira, 15, em Luanda, foi interrompida pela polícia antes de se concluir os trabalhos, agravando o braço de ferro entre os membros da organização.
O antigo membro do CNJ, Victorino Matias, afirmou à Rádio Correio da Kianda que a assembleia teve início às 8 horas numa unidade hoteleira da capital e terá eleito, o jovem Wilson Domingos como novo presidente do CNJ. Segundo Matias, o certame não teve o desfecho previsto devido à intervenção das autoridades policiais, que inviabilizaram a actividade.

“A reunião da eleição do novo presidente do CNJ foi efectivada, e como era um acto de formalismo, elegeu-se o jovem Wilson Emanuel, como o novo presidente do Conselho Nacional da Juventude”, disse, revelando que o encontro foi interrompido pela comissão directiva a que chama de cessante liderada por Isaías Kalunga acompanhado de um aparato policial afecto ao Comando da Polícia Nacional da Ingombota.

Por seu turno, o vice-presidente do CNJ, Maurício Jaca, disse que a assembleia não se realizou por ser ilegal à luz dos estatutos da organização. Negou a eleição de Wilson Domingos como novo líder e sustentou que um acto do género só é válido com a presença de 52 organizações membros, 21 conselhos provinciais e municipais, entre outros requisitos estatutários.

“De facto que a assembleia não se realizou por ser ilegal, e não é verdade que o jovem Wilson Domingos foi eleito, porque para a realização de uma assembleia é preciso a presença dos 21 conselhos provinciais e a pessoa colectiva do Estado angolano para acompanhar o processo”, disse, assegurando que se trata de um acto não realizado e ilegal.

Jaca afirmou ter accionado os mecanismos institucionais para repor a legalidade e impedir o acto. Garantiu ainda que a Assembleia do CNJ está marcada para Novembro deste ano.

CK

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