Um funcionário afecto a empresa Conda Marta e membro da área jurídica do PCA da Conda Marta, que responde pelo nome de Dário Francisco Dala, denunciou esta semana alegadas violações de direitos humanos ocorridas no passado dia 2 de Abril, no município da Camama, em Luanda.
Segundo o relato, o funcionário encontrava-se a trabalhar num prédio rústico pertencente à empresa quando foi surpreendido por uma patrulha da Polícia de Ordem Pública, acompanhada por motoqueiros afectos ao comando municipal da Camama. Dário afirma que foi conduzido ao comando sem que lhe fossem apresentados documentos que legitimassem a acção.
No local, diz ter sido informado de que a operação teria sido ordenada pela administradora municipal e pelo administrador para a área técnica, mas, ainda assim, nenhum mandado ou despacho lhe foi exibido. O denunciante acusa ainda alguns agentes de o terem agredido fisicamente, alegando ter sido esbofeteado até sangrar.
O caso foi encaminhado ao procurador junto do comando municipal da Camama. De acordo com Dário, a magistrada orientou a presença da administração municipal para esclarecimentos, o que, segundo ele, não se concretizou.

O Homem acusa igualmente a comandante da esquadra da Vila Kiaxi, identificada como Joana Wataia, de ter ordenado a sua detenção.

Dário Francisco Dala afirma que permaneceu detido durante cinco dias, em condições que considera degradantes, sem acesso a banho. Posteriormente, foi apresentado ao Tribunal do Golf 2, onde o juiz de garantias determinou a sua libertação, conforme atestas documentos consultados pelo Estado News.
Na denúncia, o homem sustenta que o comando municipal da Camama tem protagonizado reiteradas irregularidades, apontando o seu caso como exemplo de alegados abusos contra os direitos humanos.
Contraditório
Até ao fecho desta matéria, a nossa redação tentou, sem sucesso, ouvir a versão das entidades visadas. O portal mantém-se disponível para acolher qualquer pronunciamento das partes mencionadas.


