Julho 25, 2024

A Agência de Investimento Privado e Promoção das Exportações (AIPEX) registou, entre 2018 e 2022, sete projectos de investimentos de origem sul-africana, orçados em 29,6 milhões de dólares, dos quais cinco ligados à prestação de serviços, um da indústria transformadora e o outro no sector da agro-indústria.

Estes dados foram apresentados ontem, em Luanda, por José Sala, membro do Conselho de Administração da AIPEX, durante a sessão de abertura do Fórum de Negócios Angola-África do Sul, que junta até amanhã empresários angolanos e sul-africanos que actuam nos sectores da agricultura, turismo, indústria, prestação de serviços, têxteis, saúde e investimentos.

O Fórum de Negócios, que está a ser promovido pela Agência de Turismo, Comércio e Promoção de Investimentos da Cidade do Cabo (Wesgro) em parceria com a Agência de Investimento Privado e Promoção das Exportações (AIPEX), visa estabelecer contactos de negócios e de investimentos, para que os empresários angolanos e sul-africanos consigam contribuir para o crescimento económico dos dois países.

José Salas lembrou aos empresários sul-africanos que o Governo angolano está a implementar reformas para tornar o país cada vez mais aberto ao mundo, principalmente para atracção de investimento directo estrangeiro.

De acordo com o membro da AIPEX, fruto das reformas que estão a ser aplicadas, o país conta com uma nova lei de investimento privado forte, que respeita e protege a propriedade privada, a livre concorrência, dá garantia ao investidor, assegura o repatriamento dos lucros e dividendos a quem investe em Angola.

Salas lembrou que, no âmbito das reformas  em curso, foi aprovado o código de incentivos fiscais ao investimento privado que contribui para a redução dos custos de produção, para quem investe em sectores prioritários, que cria postos de trabalho acima de 50 e para quem realiza investimentos acima dos 10 milhões de dólares.

“Angola possui um leque diversificado de oportunidades de investimentos nos sectores produtivos, como agro-negócios, pescas, indústria transformadora, saúde e educação. Oferecemos oportunidades significativas de investimentos para as empresas de ambos os países em vários sectores da actividade económica”, disse, assegurando que “para aproveitar estas oportunidades, os governos e as empresas dos dois países precisam trabalhar juntos para facilitar o comércio e o investimento”.

Indicou que a cooperação económica e comercial entre os dois países tem potencial de criar novos postos de trabalho, estimular o crescimento económico e promover o desenvolvimento regional.

Angola e África do Sul são essenciais na SADC

O embaixador sul-africano, Oupa Ephraim Monareng, destacou que Angola e a África do Sul, por serem as duas maiores economias da região, desempenham um papel importante no apoio à agenda de integração económica regional da SADC.

Para Oupa Monareng, o Fórum de Negócios Angola-África do Sul vai ajudar a impulsionar o fortalecimento das relações comerciais e de investimento entre os países da região da SADC. “O nosso ambiente de negócios está direccionado para o fortalecimento das relações comerciais e de investimento entre a África do Sul e Angola. A promoção de fóruns empresariais, como este, servem para podermos contribuir para o avanço da integração regional e do crescimento económico, o que irá permitir triplicar desafios contra a pobreza, desigualdade e desemprego”, disse.

Segundo o embaixador da África do Sul, o programa de diversificação económica de Angola, que visa atrair investimento directo estrangeiro, está ligado à implementação de reformas estruturais em apoio aos sectores não petrolíferos do país, como agricultura, agro-processamento, turismo e  indústria transformadora.

Wesgro quer parcerias sérias

A Agência de Turismo, Comércio e Promoção de Investimentos da Cidade do Cabo (Wesgro) espera encontrar, durante a realização do Fórum de Negócios Angola-África do Sul, parceiros sérios que ajudem a promover investimentos e negócios entre os dois países,segundo defendeu a gerente da organização, Tatiana dos Santos.

“Esperamos encontrar parceiros ideais, que possam ajudar no fomento das relações comerciais entre os empresários angolanos e sul-africanos. Queremos criar parcerias em grandes dimensões, para podermos desenvolver a economia e o know-how de Angola”, afirmou.

Tatiana dos Santos disse que a Wesgro está focada na promoção de parcerias com os empresários angolanos que actuam nas áreas da agricultura, indústria, turismo e investimentos. “Estamos em Angola para criarmos investimentos alargados, porque os dois países precisam de desenvolver as suas economias. Por isso, as empresas da Cidade do Cabo estão neste fórum para estabelecerem contactos de investimentos em vários sectores com os seus homólogos angolanos”, referiu.

Câmara de Comércio  atenta aos investimentos

A vice-presidente da Câmara de Comércio Angola-África do Sul (CACIAAS), Paula Xavier, disse que a sua organização espera que este Fórum de Negócios sirva de abertura para atracção de investimentos sul-africanos a Angola.

“Esperamos que este Fórum de Negócios sirva de uma plataforma de negócios. Esperamos também que o mesmo sirva de união para que Angola e África do Sul tornem a região da SADC e de África mais forte, em termos de atracção de investimentos e dinamização das trocas comerciais”, disse.

Para Paula Xavier, a Câmara de Comércio Angola-África do Sul está empenhada em unir os empresários dos dois países para o crescimento e desenvolvimento das economias dos dois países.

O Fórum de Negócios Angola-África do Sul conta com a participação de 13 empresários da Cidade do Cabo, que actuam nas áreas da agricultura, agro-negócio, alimentação, mineração, indústruia têxtil, turismo e prestação de serviços.

JA

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