Fevereiro 29, 2024

O actual contexto político-militar que o mundo atravessa, desde a multiplicação de conflitos híbridos e a intensificação de emergências civis complexas, exige das forças de segurança nacional a entrega total na preparação e aprimoramento permanente dos efectivos.

Segundo o presidente do Conselho Superior de Disciplina das Forças Armadas Angolanas (FAA), general Adão António, que falava, ontem, em Luanda, na cerimónia de abertura do Ano Académico da Escola Superior de Guerra (2023-2024), esta estrutura é chamada, hoje, a elevar o espírito de prontidão para responder às diversas ameaças, desde eventuais choques ou ainda o uso não-regulado da tecnologia que provocam rupturas nos padrões estabelecidos pela Constituição da República de Angola e dos valores culturais.

 Angola por razões óbvias, ressaltou o general Adão António, tem um papel estratégico e de grande influência em África e na região Austral, elevando as responsabilidades de pacificação em missões da União Africana, Comunidade de Desenvolvimento da África Austral (SADC) e da Comunidade Económica dos Estados da África Central (CEEAC).

 Para o efeito, continuou o responsável, a Escola Superior de Guerra deve continuar a inovar e contribuir para o aumento do conhecimento nas FAA, no sentido de engrandecer as competências técnico-científicas dos militares em defesa do solo pátrio.

 Em relação aos auditores (alunos), o presidente do Conselho Superior de Disciplina das FAA apelou à concentração e responsabilidade, para cumprirem o dever, de acordo com os programas da instituição, nomeadamente a de Arte Militar e no Tirocínio (ensaio) das Guerras.

 A Escola Superior de Guerra nos últimos anos, salientou Adão António, tem conhecido reformas significativas no contexto do Ensino Superior, visando a sua consolidação e afirmação, perspectivando, num futuro breve, a Academia de Altos Estudos Militares.

 Formação castrense é prioridade nas FAA

O comandante da Escola Superior de Guerra, Massoni João, que também interveio na cerimónia de abertura do Ano Académico 2023-2024, referiu que a nova conjuntura de reforma nas FAA tem sido determinada para o exercício de readaptação científica, técnica e de coman- do, constituindo uma das grandes prioridades na formação castrense.

 A Escola Superior de Guerra, referiu o comandante, tem uma função nobre, pois não se limita apenas a formar dirigentes militares, mas sim estende-se em outras acções de investigação, aprofundando conhecimentos alinhados com os grandes interesses da Defesa e Segurança Nacional.

 No evento, estiveram presentes o secretário de Estado para o Ensino Superior, Ciência, Tecnologia e Inovação, Eugénio da Silva, oficiais superiores dos distintos ramos das FAA e da Polícia Nacional, docentes e funcionários civis da Escola Superior de Guerra.

JA

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