Julho 20, 2024

As matérias tratadas no encontro entre os Presidentes João Lourenço e Joe Biden, em Novembro do ano passado, na Casa Branca, o empenho daquele país no desenvolvimento e expansão do Corredor do Lobito e a cooperação aeroespacial dominaram a audiência que o estadista angolano concedeu, na manhã de quinta-feira, no Palácio Presidencial, ao secretário de Estado norte-americano, Antony Blinken.

O encontro teve como objectivo dar seguimento aos temas abordados no encontro histórico entre João Lourenço e Joe Biden.

À saída da audiência de cerca de duas horas, Blinken, que se fez acompanhar de uma delegação formada por vários membros do seu gabinete, não prestou declarações à imprensa, momento que ficou reservado para o encontro mantido com o homólogo Téte António, no edifício sede da diplomacia angolana.

A visita de Antony Blinken a Angola assinalou o fim do périplo realizado em quatro países africanos, nomeadamente, Cabo Verde, Côte d’Ivoire e Nigéria.

O encontro entre os Presidentes João Lourenço e Joe Biden, na Sala Oval da Casa Branca, permitiu lançar um olhar mais objectivo ao fortalecimento da cooperação entre Angola e Estados Unidos nos domínios do Comércio, Investimento, Clima e Energia e, com particular atenção, ao desenvolvimento do Corredor do Lobito, uma das grandes apostas do Estado angolano no sector dos Transportes.

Este projecto ferroviário, destinado a encurtar as rotas marítimas internacionais para facilitar o comércio mundial, vai ligar Angola à República Democrática do Congo e à Zâmbia.

Do encontro de Novembro último, em Washington, que visou assinalar, também, os 30 anos de relações entre os dois países, ficou a promessa de a maior potência mundial apoiar Angola em vários projectos, com realce para o ligado à Energia Solar, para ajudar a gerar mais energia limpa até 2025, assim como em infra-estruturas agrícolas destinadas a tornar a nação num produtor de alimentos até 2027.

Por seu lado, o Presidente João Lourenço exteriorizou a vontade de cooperar com os Estados Unidos em muitos outros domínios que ajudem a alavancar a economia nacional, além do petróleo.

O ministro de Estado da Coordenação Económica, José de Lima Massano, afirmou, em Dezembro do ano passado, que o novo momento registado nas relações entre Angola e os Estados Unidos da América vai gerar várias oportunidades à comunidade empresarial nacional no mercado norte-americano.

Falando no final de uma reunião que o Presidente da República manteve com os membros do Executivo, para abordar os caminhos seguintes da relação com os Estados Unidos da América, no quadro do encontro com o homólogo Joe Biden, José de Lima Massano referiu que este momento vai permitir aos empresários angolanos exportarem mais produtos feitos em Angola àquele mercado, para lá dos tradicionais petróleo e gás, no âmbito da Lei de Crescimento e Oportunidade para a África, mais conhecida por AGOA.

Este momento, prosseguiu, vai abrir, igualmente, portas para que mais projectos nacionais sejam financiados por instituições norte-americanas.

“Estamos perante um quadro de maior facilidade e abertura que deve ser bem aproveitado”, apelou.

No quadro do crescimento das relações entre Angola e EUA, um grupo de empresários norte-americanos ligados à Agricultura vai visitar o país no próximo mês, para explorar oportunidades de investimento nesta área.

JA

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