Maio 24, 2024

Em imagens invadidas nas redes cenas sobre cenas de pugilatos entre os reformistas(ala angolana) e os conservadores(ala brasileira), a direcção do bispo Valente Bizerra Luís denunciou em comunicado a detenção “ilegal” desde ontem de mais de 40 pastores e obreiros após confrontos com fiéis da ala brasileira, no domingo, após a reabertura do templo do Alvalade, na rua Comandante Gika, em Luanda.

A redação

Em notícia veiculada esta manhã Lusa, dão conta que a ala “reformista” da IURD liderada pelo bispo Valente Bizerra Luís registou, ontem dia dedicado a juventude angolana um confronto entre as duas alas, o que obrigou a intervenção da polícia, tendo sido detidos mais de 40 pastores e obreiros, ligados aos reformistas.
Na nota enviada aos órgãos de comunicação social lê-se o seguinte: “Até ao momento não existe nenhum auto de notícia com a identificação dos sujeitos [detidos], do crime, tão pouco da sua localização, optando pelo silêncio e, recusam-se a dizer onde estão, preferindo dizer apenas: Não podemos falar nada por ordens superiores”.
Segundo os reformistas entendem a forma como aconteceram as detenções viola o direito de informação, previsto na Constituição angolana, e traduz-se em “abuso de autoridade, que torna os detidos reféns com a intenção de coagir uma coletividade a uma ação ou omissão”.
Imagens invadidas nas redes sociais confirmam o confronto entre fiéis ontem, domingo, dia em que alguns templos da IURD sob a liderança de Alberto Segunda foram reabertos, entre eles da catedral do Alvalade, cujo culto foi dirigida pelo líder da ala brasileira.
Recorde-se que Novembro de 2019, dissidentes da IURD em Angola acusaram a direção brasileira de crimes financeiros, racismo, discriminação e abuso de autoridade, entre outros, e constituíram uma ala reformista, reconhecida pelo Governo angolano como legítima representante do movimento religioso brasileiro.
Na sequência, foram constituídos arguidos quatro membros da liderança da IURD, absolvidos em março de 2022, da maioria das acusações, exceto o ex-responsável Honorilton Gonçalves, condenado a três anos de prisão, com pena suspensa, pelo crime de violência física e psicológica.
O conflito deu origem a duas alas – a de origem brasileira, liderada agora pelo angolano Alberto Segunda, e a ala dissidente, angolana, dirigida por Bizerra Luís – que reclamam ser as legítimas representantes da Igreja fundada por Edir Macedo.
*Em desenvolvimento

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