Maio 23, 2024

 A governadora da Lunda-Norte, Deolinda Satula Vilarinho, recomendou, esta segunda-feira, o reforço da vigilância epidemiológica ao longo da fronteira com a República Democrática do Congo (RDC), para travar a circulação do surto de cólera na província.

A exortação foi feita durante uma reunião com os administradores dos 10 municípios da província, responsáveis municipais da saúde e de algumas unidades hospitalares, que receberam orientações para criarem condições logísticas e técnicas, para acudir possíveis casos sem necessidade de evacuação para o Dundo, capital provincial. 

Deolinda Vilarinho orientou igualmente as administrações municipais para criarem equipas de sensibilização e mobilização sanitária, actuando principalmente nos bairros localizados ao longo da fronteira com a RDC, para a instruir as pessoas sobre as medidas de prevenção da doença. 

“O facto de não haver nenhum registo de casos nas províncias da RDC que fazem fronteira com a Lunda-Norte não nos pode deixar relaxados. Precisamos de criar medidas de prevenção e de bloqueio, para evitar que o surto chegue a Angola”, alertou. 

Acrescentou que estão a ser disseminadas informações e/ou instruções sobre medidas de prevenção em diversas comunidades do Chitato, acção que se vai expandir a outros municípios, principalmente aqueles que fazem fronteira com a RDC. 

Por outro lado, apelou aos órgãos de defesa e segurança para serem implacáveis no combate à imigração ilegal, com vista à impedirem a entrada e saída ilícita de cidadãos da RDC e de Angola. 

De acordo com as autoridades angolanas , Angola está no nível dois de alerta máxima de vigilância da cólera, devido ao surgimento de casos nas zonas fronteiriças. 

O nível dois significa que Angola ainda não regista casos de cólera, mas que deve estar em alerta e criar estratégias de preparação e prevenção em caso de surgimento da doença.

A RDC, com um surto desde 2023, tem um acumulado de mais de 40 mil casos.

Angola partilha uma fronteira com a RDC de 770 quilómetros, sendo 650 terrestres e 120 fluvial.

ANGOP

Deixe um comentário

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *